Wyatt Erber tem 8 anos e Cara Kielty tem só 2 aninhos. Wyatt gosta de futebol. “É um esporte interessante. Você defende, chuta. É divertido”, diz ele.
Cara Kielty ainda nem fala direito. É a mãe dela quem conta sobre o programa favorito da menina. “Cara adora ver desenhos na TV. Mickey Mouse é o personagem de que ela mais gosta”, diz Trisha Kielty.
Na casa de Wyatt, a tela mais popular é a do videogame. Já a garotinha se diverte com bolsa de mulher. Da mãe, no caso. Tira um documento, um chiclete e o álcool gel.
“Fiquei em choque. Jamais imaginei que ele fosse fazer isso”, conta a mãe do garoto, Noelle.
Mas por que essa reação toda? É que antes de doar, Wyatt perguntou à mãe: “Com US$ 1 mil, quantas sessões de quimioterapia Cara poderá fazer?”. É isso: Cara Kielty tem câncer.
Em maio deste ano, a garotinha teve uma dor de ouvido e uma febre alta. Nenhum antibiótico funcionou. Uma semana depois, veio o diagnóstico: era leucemia, um câncer que surge na medula óssea.
Cara ficou quase 20 dias internada. Fez cirurgias e várias transfusões de sangue. Agora, uma vez por semana, faz quimioterapia.
“Eu achei que essa doação pudesse ser boa para ela. Eu simplesmente achei que ela fosse gostar disso”, conta Wyatt na maior naturalidade.
Mas de onde vem esse gesto tão solidário? A mãe do garoto busca uma explicação.
“Há alguns anos, nós começamos a fazer biscoitos para vender e ajudar a Associação Nacional das Crianças com Câncer. Acho que aí ele aprendeu algo sobre essa doença e a importância do dinheiro para o tratamento”.
Nem parece que se fala de uma criança de 8 e de outra de 2 anos. São melhores amigos, que se divertem derrubando cubos de plástico empilhados. A mãe de Cara conta que a filha está respondendo à quimioterapia. Os médicos dizem que a menina tem 90% de chance de ficar curada.
“Eu estou anotando tudo, fazendo um livro para ela ler depois, quando crescer, e saber o quanto foi amada”, diz Trisha.
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