terça-feira, 2 de outubro de 2012


Contra câncer, governo lança Programa de Mamografia Móvel

A atriz Zeze Mota e o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, durante lançamento da campanha Foto: Marcello Casal Jr./Agência Brasil
A atriz Zeze Mota e o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, durante lançamento da campanha
Foto: Marcello Casal Jr./Agência Brasil

O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, assinou nesta segunda-feira portaria que cria o Programa de Mamografia Móvel. Padilha cita a desigualdade de acesso à mamografia como uma grande preocupação das políticas públicas e aponta as unidades móveis como uma forma de melhorar o acesso da população feminina de menos renda a serviços de prevenção.
O câncer de mama é o segundo que mais atinge as brasileiras. A estimativa é que, em 2012, cerca de 52 mil mulheres vão ter o diagnóstico da doença. Cerca de 260 municípios com mais de 100 mil habitantes têm dificuldade de acesso ao exame de mamografia. A faixa prioritária para o exame é entre 50 e 69 anos, mas a mamografia deve ser feito por todas as mulheres a partir dos 40.
De acordo com Maira Callefi, presidente da Federação Brasileira de Instituições Filantrópicas de Apoio à Saúde da Mama (Femama) o exame é essencial para a detecção do câncer em seu estágio inicial. “Estágio zero é aquele em que aparecem apenas pequenas microcalcificações, o que somente a mamografia detecta. Por isso é tão importante a mamografia de rotina”, afirmou.
Segundo Maira, no chamado estágio um, os tumores têm até 2 cm, sem envolvimento com a axila. “É um problema para o autoexame. Nesses estágios, há 95% de chances de cura”, explica, ressaltando a importância da mamografia para o diagnóstico precoce.
A presidente da Femama informa que 12 mil mulheres morrem, anualmente, de câncer de mama. Ela ainda ressalta que apenas 20% das mulheres são diagnosticadas ainda nos primeiros estágios da doença, e aponta o tempo entre o diagnóstico e o tratamento, que no Brasil é de 180 dias, como entrave para a cura. “O ideal seria, no máximo, 30 dias”, disse.
Para o presidente da Sociedade Brasileira de Oncologia Clínica (SBOC), Anderson Silvestrini, quando o câncer de mama é detectado tardiamente, as chances de sobrevivência das mulheres caem para 30%.
O programa vai liberar Unidades Oncológicas Móveis que percorrerão locais estratégicos dos municípios e estados que se cadastrarem para receber o serviço. O financiamento das unidades móveis será compartilhado entre o governo federal, os estados e municípios, cabendo a estes a estratégia de atendimento.
De acordo com o Ministério da Saúde, os exames feitos nessas unidades serão enviados via satélite para um estabelecimento de saúde para que um médico especialista avalie e dê o resultado em até 24 horas. A ação do Ministério da Saúde faz parte da programação do movimento Outubro Rosa, uma ação internacional que estimula a participação da sociedade nas questões relativas ao câncer de mama.

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